quarta-feira, 19 de maio de 2010
Augusto Tavares, 8 de Dezembro Ontem á noite quando fui para a cama, a minha pobre tarimba ao canto da barraca, lembrei-me de ti.De como eras feia nessa altura e hoje te puseste linda, ainda te amo e desejo, és a mulher da minha vida, para os outros, os homens com quem vais és a princesa o pitéu de uma noite para esquecer as mortes do dia.O nosso filho acabou na sanita vomitado em postas de sangue vivo vi-te quase desfalecer nos meus braços para salvar o nosso lar da grilheta de mais um filho amado mas não desejado.A vida não nos deixa viver, mata-nos cada vez que o sol nos aquece um pouco a esperança.Todos os dias olho do andaime cá para baixo e penso o fácil que seria deixar-me cair no cansaço e cravar-me no asfalto juntando o meu sangue empastado ao dos nossos sonhos cuspidos na sanita.Doi-me o corpo é o bálsamo que apaga da mente vidas que não serão nunca minhas.Se algum dia puderes sobrepor a tua raiva ao pão que engoles com baba de patrão lembra-te de nós miúda, e faz o que tens a fazer! -----
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