sábado, 22 de maio de 2010

O regresso ao paraíso era o seu objectivo, quando de lá tinha saído, deixara Fiona e Idalina na praia, deitadas na areia dourada, os seus corpos crepitando mil luzes coloridas de meter medo ao deslumbramento de qualquer baço.A vida cá fora, era um longo filtro cinzento de condenados, aflitos à babugem de orgone.A energia vital escasseava, apenas algumas ervas quase secas emitiam pequenas vesículas verde desmaiado da energia do amor.Morria-se de asfixia moral, o pensamento não se fixava, a mente rodava sobre si própria como uma tômbola, os olhos estrábicos da multidão dobravam as imagens criando duplos personalizados que caleidoscopicamente se cruzavam em diálogos equivocados de sombras.O sol nascia enfastiado de alimentar este campo de indigentes apressados para a festa do pesadelo.Marcus via tudo isto com indiferença, olhava o mar de ouro que atravessava a terra e sorria ao ver as ondas nascerem com a cara voltada para si, num olá/adeus que foi engano, o mar lindo dos enganos assim chamava ao manto de energia que tinha dentro de si a rebentar cá fora. Extracto do romance de Alfa da Silva “Regresso ao Paraíso”Funcionário da E D PEscritor ao Domingo

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