sábado, 22 de maio de 2010
hoje tive um sonho como um post. sonhei que a paz tinha descido sobre o mundo, e os corações de metal se tinham transformado em pedra branca igual à do santuário de fátima. e assim petreficados num alvo marmore deixámos de fazer mal uns aos outros. ainda não foi inventado o elixir da paz. uma espécie de clister de argamassa que nos transformasse em estatuas adoráveis como a pietá. e assim pudessemos permanecer como exemplo edificante para turistas e outros planetas verdes de preferência. marcianos, aficcionados, que ambicionando a nossa alva e petreficada alma se esburrachassem em massa verde como esparregado nos santuários da nossa pasmada religião da imobilidade imobiliária. a paz de pedra é melhor que a paz podre. dura mais e não cheira mal. é fria, eu sei. mas é dura enquanto dura. apaixonei-me por uma pedra como o lobo antunes, mas parti a picha quando tentei fodê-la. as pedras não fazem amor, só provocam dor. o lobo antunes devia apaixonar-se por uma bosta de boi e comê-la. assim, já tinha mais merda para escrever
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