sábado, 22 de maio de 2010

Passamos a enumerar, arrumados por secções socio-profissionais aqueles em que reconhecemos o espírito pérfido da traição. Os judas que por trinta dinheiros saldam a alma do nosso povo crístico que crucificado no lenho das embarcações deu de comer o pão e o vinho com que se fez Portugal. HERMAN JOSÉ: O bobo da corte.Do cardeal. Do abade Soares.Esse exemplo do Portugal sem nobrezados putanheiros e salteadores da dignidade perdida,àparte o ter sido bafejado por uma alma portuguesafaz tudo para a corromper.Ferve-lhe no sangue o verrasco germânicoentre o furioso desdem e a masoquística timidez maricas.Contorce-se carnavalescamenteem odes ao dinheiro ganho a rire ao sexo mórbido e infantil
protótipo do colonizador colonizado.O ressaibo plebeu de quem herdou a deserdação.Gostava de ser o patrão dos pobres.Em troca, o barrete estalinista por bons serviços prestados ao inimigo absolutode tudo e de todos adiadas as almaspara o dia do baptismo na grande igrejado comunismo futuristaonde os porcos são menos porcos que os comunistas.A saudade portuguesa congelada no frio do Kremlime hipotecada para umas férias sensuaisno caraíbe do Fidelou nos retiros místicos de lanzarote da PilarO maestro sem batuta e com batota.Em arte, o que não sabe fazê-la, ensina-a.O grande génio do Hitler ou do Salazarfoi confundirem a sua identidadecom o aparelho da rádio que presidiaaos serões dos anos 30/40.O poder era entrar em casa das pacatas famíliase falar-lhes como um espírita em noites de assombro.A cultura esmaga e a televisão dilui.O Vitorino esmaga e dilui os miolos dos portugueseserguendo-se como sumidade rival dos detergentes Betovenem concorrência da margarida vaqueiro.Na política cultural mais barata e menos eficazque é a de substituir a laranja pela Sumol.Populismo. Vedetismo. Soarismo. Compadrismo. Mediocrismo.Ausência de raíz e de coerência na indiferença pela erudição popular:O pequeno Portugal dos portugueses grandes.O Julião foi para a américa por terum metro e noventa e oito de altura e calçar o nº 51.Tamanho pésudo,só poderia fazer carreira numa terraonde os sapatos seriam pequenas traineiras em Portugal.O Julião é longo como o Richard Long.Inteligente como o Julian quando foi à missa e o cão comeu-lhe a piça.Vai daí o Julião só pensa nela.E com a emblemática literatura visual pós modernavai esgremindo o pincel na telacomo se estivesse em cima dela.Americanas é o que ele gosta.Artistas ou galeristas,espeta em todas o pincel produzindo telas a granel.Tal Ives Klain, sem o azul do sonho,nem a coragem do macerico.Envia-nos directamente de New Yorque a arte que os outros despejaram no penicoO casamento entre a raça combativa do boi espanhole o jeito amaneirado da Júlia Floristana voz rouca das tabernas do Pacheco.Lisboa ergue a taça e celebra-se autêntica.O charme do europeísmo secular e elitistarevelando a classe e o espírito dum Portugal de exportaçãosem complexos e desafiando a mediocridade e a inveja.O autor raiano levanta o facho da nossa graçasem concessões reacionárias ou consumistastornando-se um dos poucos produtos autênticos da nossa cultura,numa arte popular da tradição e prestígio.O continuador, mestre Gil Vicentesabe beliscar o poder e mostrar as garrasda verdadeira autonomia: a competência.-----O fado negro da felicidade etérea.A aristocracia da terra casa-se com os eleitosdo fado para desaguar no além.O menino Hermano dos Câmaras conduz na sua voz amalianaas caravelas do nosso desejo de morte e além.O padre é o papa do bairro.No fado a missa do coração não permite à razão que erga o trono da distância.A ternura é a chave do amor.O povo tem a missa garantidano transporte infinito da voze na âncora das mãos dadasda solidaridade instante que afaganos braços o público como próximo

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