quarta-feira, 19 de maio de 2010

CARLA SOFIA, 8 de Dezembro Conservo a minha dignidade apesar de todos os dias vender o meu corpo.Para a generalidade sou uma mulher perdida.A contracepção não mudou nada neste particular das relações sexuais.Sou livre faço amor com quem quiser, sim amor é o que sinto pelos clientes, não engravido ou aborto para aí como as prostitutas de antigamente.Tomo a pílula, o uso que dou ao meu sexo não é exagerado .Nunca fodo mais do que 10 vezes ao dia, ganho cerca de 50 euros por foda. Broche e cú não faço quase nunca, preciso de maior entrega pessoal.Não entendo muito bem porque os homens me procuram, o meu desejo é nulo, quando introduzo o caralho na cona não sinto nada de especial, apenas um preenchimento, uma espécie de bucha, finjo um pouco de envolvimento quando vejo que ajuda o pobrezito a vir-se mais rápido.Estou habituada a que me mecham como se fosse uma boneca de borracha, apalpam-me o cú e as mamas é só o que deixo fazer mas sem brutalidades.Os homens são muito histéricos, de uma forma geral, não se apercebem que têm um ser humano do outro lado do seu desejo.É assim, nesta profissão é preciso uma paciência de santa. Considero a minha actividade um ramo da enfermagem.O sexo está doente, porque não há amor neste mundo, a almas estão doentes, as pessoas não se podem amar ou sentir sem que isso lhes dificulte a vida. Tive namorados que me quiseram tirar desta cena, para que ficasse na dependência deles e da sua vontade de posse, como se eu fosse um objecto, ou uma criada para todo o serviço. Recuso essas gaiolas e ando por aí sozinha atacando pelos cafés ou outros locais de engate.Conheço todos os dias homens que raramente volto a ver, para eles virem-se dentro de mim é como urinar no penico, uma função, sou uma máquina de orgasmos rápidos e garantidos para os meus clientes.Todos os dias lavo a minha coizinha com desinfectantes próprios mas não permito que me introduzam sem camisinha. Carla Sofia, 23 anos

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